Salvador foi a primeira capital do Brasil e guarda o conjunto colonial do Pelourinho, igrejas barrocas, o Elevador Lacerda e a Baía de Todos os Santos. A cultura afro-brasileira aparece na culinária, na música e nas festas, com o acarajé das baianas como símbolo. A cidade tem praias urbanas, pôr do sol no Farol da Barra e pontos de partida para ilhas e litoral norte.
Guia de viagem
Como aproveitar Salvador
Quando ir
De setembro a fevereiro costuma ser a melhor janela, com chuva mais fraca e dias de sol, e o verão dá a Salvador o clima de festa. Abril a junho concentra a chuva, com médias acima de 280 mm por mês em abril e maio. As temperaturas pouco variam ao longo do ano, com máximas entre 27 °C e 31 °C. Janeiro e fevereiro reúnem festas como a Lavagem do Bonfim, o dia de Iemanjá e o Carnaval, que lotam a cidade e encarecem a estadia.
Melhores meses: set, out, nov, jan, fev
Como chegar
De São Paulo, o voo leva cerca de duas horas e vinte, com chegada ao Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães, a cerca de 30 km do Pelourinho, com opções de ônibus executivo, aplicativo e táxi. Não há diferença de fuso em relação a Brasília. Quem pretende combinar a cidade com praias do litoral norte, como Praia do Forte, pode se beneficiar de um carro alugado.
Onde ficar
O Pelourinho e o Centro Histórico servem a quem quer acordar entre igrejas e casarões, mas têm menos vida noturna fora dos eventos. A Barra, perto do Farol, é a escolha mais comum dos turistas, com praia, restaurantes, vista para a baía e transporte fácil. O Rio Vermelho atrai quem quer noite e gastronomia, com bares e restaurantes na orla, e Ondina e Pituba têm bom custo-benefício para quem quer estrutura perto da praia.
O que fazer
Dedique um dia inteiro ao centro histórico, com o Pelourinho, a Igreja de São Francisco e o Elevador Lacerda. Reserve outro dia para o Bonfim, o Mercado Modelo e a Cidade Baixa. O fim da tarde é para o pôr do sol no Farol da Barra e uma volta pelo Porto da Barra. À noite, o Rio Vermelho tem acarajé e bares. Passeios de barco pela Baía de Todos os Santos e dias de praia em Itapuã completam o roteiro.
Como se locomover
Entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, o Elevador Lacerda e o Plano Inclinado Gonçalves poupam subidas e dão vista. Para o resto da cidade, aplicativos e táxis são os mais práticos, principalmente à noite, e vale usar aplicativo ou ônibus para o centro histórico e a orla, já que o metrô não atende bem os pontos turísticos. O trânsito pode ser pesado em horários de pico e nos dias de grandes eventos. O ferry-boat para a Ilha de Itaparica sai do Terminal de São Joaquim e atravessa a Baía de Todos os Santos, e no Pelourinho o piso é de pedra e há ladeiras, então calce algo confortável.
O que comer
Gastronomia
AcarajéBolinho de feijão-fradinho frito no dendê, servido com vatapá, caruru, salada e pimenta, vendido pelas baianas.
Moqueca baianaEnsopado de peixe ou frutos do mar com leite de coco, dendê e pimenta, acompanhado de arroz e pirão.
Vatapá e caruruPastas condimentadas feitas com leite de coco e dendê, servidas como acompanhamento ou prato.
Cocada e doces baianosDoces de coco, banana-da-terra e amendoim, vendidos em barracas e mercados.
Antes de ir
Dicas práticas
- Reserve a visita ao Pelourinho para o dia, com cuidado ao circular à noite fora das áreas movimentadas.
- Para a Lavagem do Bonfim, no início do ano, e para a festa de Iemanjá, em 2 de fevereiro, reserve hospedagem com antecedência.
- O Carnaval de Salvador, com trios elétricos, exige planejamento: compre abadás ou camarotes com antecedência e escolha o circuito.
- Compre acarajé de baianas credenciadas e prove também o preparo sem pimenta, se preferir.
- Entre abril e junho a chuva é mais forte; leve capa e calçado antiderrapante.
- As fitinhas do Bonfim são uma lembrança tradicional: o costume é fazer três pedidos ao amarrá-las no pulso.


