Havana é um mergulho em contrastes: prédios coloniais de tirar o fôlego ao lado de carros antigos coloridos, o icônico calçadão do Malecón e uma cena musical que transborda nas ruas da Habana Vieja. É um destino que exige planejamento financeiro diferenciado por conta do câmbio cubano.

Guia de viagem
Como aproveitar Havana
Quando ir
De novembro a abril é a estação seca, a mais agradável, com menos chuva e temperaturas um pouco mais amenas. A temporada de furacões no Atlântico vai de junho a novembro, com maior risco estatístico entre agosto e outubro, e nesse período vale acompanhar a previsão antes de viajar.
Melhores meses: jan, fev, mar, dez
Como chegar
A viagem a Havana a partir de São Paulo costuma envolver conexão, geralmente pelo Panamá; em alguns períodos a Cubana de Aviación opera voos diretos entre GRU e Havana, mas isso varia bastante e deve ser confirmado com a companhia antes da compra. O Aeroporto Internacional José Martí (HAV) recebe os voos internacionais e fica a uma distância relativamente curta de Havana Vieja.
Onde ficar
Havana Vieja, o centro histórico tombado como Patrimônio Mundial pela UNESCO, concentra os principais pontos turísticos a pé, com praças coloniais, igrejas antigas e ruas de pedra. Vedado é mais residencial e espaçoso, com boa vida noturna e teatros, e é menos voltado ao turismo, o que serve a quem quer ver um lado mais cotidiano da cidade.
O que fazer
Caminhar por Havana Vieja, entre praças como a Plaza Vieja e a Plaza de la Catedral, é a melhor forma de conhecer a arquitetura colonial da cidade. Um passeio pelo Malecón, a longa avenida à beira-mar, num dos carros antigos que são símbolo de Cuba e restam das décadas anteriores à revolução, é um dos mais conhecidos da ilha, e os passeios podem ser combinados direto com os motoristas nas ruas de Havana Vieja. Reserve também um tempo para andar sem pressa pelas praças e ruas do centro histórico.
Como se locomover
Dentro de Havana Vieja o melhor é andar a pé, porque as distâncias são curtas e as ruas estreitas. Para trajetos mais longos, como ir a Vedado, o táxi é o mais comum, incluindo os táxis coletivos (carros antigos compartilhados) e os particulares, e os táxis não costumam usar taxímetro, então combine o valor antes de embarcar. Do aeroporto (HAV) a Havana Vieja o táxi é praticamente a única opção para turistas. Aplicativos de transporte ocidentais, como o Uber, não funcionam normalmente em Cuba, então negocie as corridas direto com o motorista ou pelo hotel.
O que comer
Gastronomia
Ropa viejaCarne desfiada cozida em molho de tomate, um dos pratos mais tradicionais de Cuba.
Arroz com feijão preto, acompanhamento clássico cubano.
Mojito e daiquiriOs dois coquetéis mais famosos do país, à base de rum cubano.
Antes de ir
Dicas práticas
- Câmbio cubano é complexo e não tem uma taxa única confiável: existe o peso cubano oficial (CUP) e um mercado informal onde o dólar/euro valem várias vezes mais em CUP; pesquise a cotação informal mais recente antes de trocar dinheiro, e evite trocar no câmbio oficial do governo.
- Cartões de crédito/débito emitidos por bancos americanos (e, na prática, a maioria dos cartões internacionais) frequentemente não funcionam em Cuba; leve dinheiro em espécie (euro ou dólar) para trocar.
- Internet é limitada e cara; cartões de Wi-Fi (Nauta) são vendidos em lojas da ETECSA e usados em pontos de acesso específicos, geralmente praças e parques públicos.
- O fuso horário de Havana costuma acompanhar o horário do leste americano; confirme a diferença em relação a Brasília antes de embarcar.
- Leve sempre uma reserva de dinheiro em espécie, já que caixas eletrônicos e maquininhas de cartão são pouco confiáveis fora dos grandes hotéis.
- A infraestrutura turística em Havana Vieja é boa, mas fora dela pode haver limitações de produtos básicos; tenha paciência e flexibilidade no roteiro.


