Florianópolis fica quase toda numa ilha, a de Santa Catarina, e o jeito de aproveitá-la é escolher a praia pelo clima de cada uma. O norte tem águas mais calmas e muita estrutura, o leste reúne surfistas e dunas, o sul guarda trilhas e vilarejos de pescadores. Entre uma praia e outra sobra espaço para ostras, vilarejos de herança açoriana e a Lagoa da Conceição.
Guia de viagem
Como aproveitar Florianópolis
Quando ir
De dezembro a março estão as melhores condições para praia, com máximas na casa dos 29 °C e mar mais quente, mas também o maior movimento e as chuvas mais fortes. Novembro e abril costumam ser boa escolha para quem quer tempo agradável com menos gente e preços mais baixos. De junho a agosto as máximas ficam em torno de 21 °C, o mar é frio e muitas praias ficam vazias, mas é a época da tainha e de trilhas mais tranquilas.
Melhores meses: jan, fev, mar, nov
Como chegar
De São Paulo, o voo leva cerca de uma hora e vinte, com desembarque no Aeroporto Hercílio Luz (FLN), no sul da ilha, a cerca de 12 km do centro. De carro, a viagem entre São Paulo e Florianópolis leva em média de 8 a 9 horas pela BR-116 e pela BR-101, e muita gente opta por alugar um carro no destino. O horário é o mesmo de Brasília o ano todo.
Onde ficar
A escolha depende do perfil: o norte, com Jurerê, Canasvieiras e Ingleses, tem mais estrutura e águas mais calmas, boas para famílias; o leste, na Lagoa da Conceição, Mole e Joaquina, tem vida noturna e clima mais jovem; o sul, no Campeche e na Armação, é mais tranquilo e próximo de trilhas e ilhas. O centro histórico atende a quem quer ficar perto de mercado, museus e transporte, mas fica longe das praias mais procuradas.
O que fazer
Reserve pelo menos dois dias de praia, escolhendo uma de águas calmas, como Jurerê, e outra de ondas, como Mole ou Joaquina. Dedique outra manhã à Lagoa da Conceição e à Barra da Lagoa, e à tarde faça um passeio por Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, onde estão as casas de ostras. Quem gosta de trilha e de natureza pode incluir o sul da ilha, com praias como Lagoinha do Leste e Naufragados, e o passeio de barco à Ilha do Campeche.
Como se locomover
O carro é o meio mais prático para encadear praias, já que elas são espalhadas e os ônibus demoram, e há estacionamento na maioria dos pontos, embora faltem vagas nos dias de pico. As pontes que ligam a ilha ao continente congestionam em dias de verão e feriados, então planeje o horário de saída. Os ônibus ligam o Terminal do Centro (TICEN) e o aeroporto aos principais bairros, com horários que mudam na alta temporada, e os aplicativos funcionam melhor no centro e nas áreas mais turísticas, podendo faltar em trechos isolados. As praias isoladas do sul, como Lagoinha do Leste e Naufragados, exigem trilha, e algumas só se alcançam a pé ou de barco, então confira maré e condições do tempo.
O que comer
Gastronomia
OstrasFlorianópolis é grande produtora, e há restaurantes que servem a ostra cultivada ali mesmo, no Ribeirão da Ilha e em Santo Antônio de Lisboa.
CamarãoServido de várias formas, com arroz, pirão ou em porções, nos restaurantes de beira de praia.
Peixe típico, pescado principalmente no outono e no inverno, servido assado, frito ou como pirão.
BerbigãoMolusco pequeno cozido em caldo ou preparado ao vinagrete, comum nas casas de frutos do mar.
Antes de ir
Dicas práticas
- No verão, reserve hospedagem com antecedência e evite sair nos horários de pico nas pontes.
- A água é fria de maio a setembro; para entrar no mar com conforto, prefira os meses mais quentes.
- Leve protetor solar e repelente, principalmente para trilhas e para passeios na lagoa.
- Confira a bandeira e a condição do mar antes de entrar em praias com ondas, como Mole e Joaquina.
- Para o passeio à Ilha do Campeche, verifique se está liberado, porque o acesso depende de regras e do clima.
- Muitos restaurantes de frutos do mar têm preços altos no verão; compare o cardápio antes de sentar.


