A antiga capital imperial tem mais de mil templos. Pede ritmo mais lento e despertador cedo para ver os lugares famosos sem multidão.

Guia de viagem
Como aproveitar Kyoto
Quando ir
A primavera, entre março e abril, e o outono, entre outubro e novembro, são os períodos mais procurados, com cerejeiras e folhagem avermelhada deixando templos e jardins especialmente bonitos. Por isso as ruas e os pontos turísticos ficam mais cheios nessas janelas, e vale chegar cedo aos lugares mais visitados. O verão é quente e úmido, e o inverno costuma ser frio e seco, com menos visitantes. Quem puder flexibilizar as datas encontra hospedagem mais barata fora da alta temporada.
Melhores meses: mar, abr, nov
Como chegar
O Shinkansen, o trem-bala japonês, liga Tóquio a Kyoto em cerca de 2 horas e 15 minutos e é a forma mais prática de fazer esse trajeto. Quem chega pelo Aeroporto de Kansai, em Osaka, pode usar o trem expresso Haruka, que leva cerca de 75 minutos até a estação de Kyoto, e também dá para chegar pelo Aeroporto de Itami, mais próximo de Osaka, com conexão por ônibus ou trem. Como poucos aeroportos internacionais atendem a cidade diretamente, a maioria dos viajantes combina Kyoto com Tóquio ou Osaka na mesma viagem.
Onde ficar
A região em volta da estação de Kyoto é prática para quem valoriza as conexões de trem e ônibus, com grande variedade de hotéis. Gion preserva o lado mais tradicional da cidade, com casas de chá e ruas de madeira, onde às vezes se cruza com gueixas e maiko a caminho do trabalho. Kawaramachi, no centro, concentra restaurantes, lojas e vida noturna, num perfil mais urbano. A escolha costuma pesar a praticidade do transporte contra o clima do bairro.
O que fazer
O santuário Fushimi Inari, com milhares de portões vermelhos (torii), vale a visita bem cedo, antes das multidões. Depois, o Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado, e a floresta de bambu em Arashiyama completam um roteiro clássico de templos e paisagens. Ao anoitecer, uma caminhada por Gion mostra o lado mais tradicional da cidade, com ruas estreitas e fachadas de madeira, e pelo caminho vale passar pelo mercado Nishiki, conhecido como a despensa de Kyoto, para provar petiscos locais.
Como se locomover
Os ônibus urbanos cobrem praticamente todos os pontos turísticos, embora lotem nos horários de pico e na alta temporada, e um cartão IC como o ICOCA, do mesmo tipo usado em Tóquio, serve para ônibus e metrô. Para Arashiyama e Fushimi Inari, os trens da JR e o metrô são as opções mais rápidas e diretas. Como o centro é plano e tem boa infraestrutura cicloviária, alugar uma bicicleta funciona bem entre atrações próximas, e nas áreas centrais muitas vezes basta ir a pé, porque as distâncias entre os templos costumam ser curtas.
O que comer
Gastronomia
KaisekiRefeição sazonal em vários tempos; reserve.
YudofuTofu cozido, especialidade da culinária dos templos.
MatchaProve em Uji, a 30 minutos de trem.
Antes de ir
Dicas práticas
- Leve meias limpas: muitos templos pedem para tirar o sapato antes de entrar.
- Nara fica a cerca de 45 minutos de trem e rende um bate-volta, com seus famosos cervos soltos pelo parque.
- Hospede-se perto da estação de Kyoto para facilitar os deslocamentos pela cidade e para outras regiões.
- O mesmo cartão IC e o eSIM usados em Tóquio funcionam normalmente em Kyoto, sem necessidade de nada adicional.
- Assim como no restante do Japão, não se dá gorjeta e boa parte dos pequenos comércios ainda prefere dinheiro.


